Notícias

  • História e Gênero na América Latina: problemas, possibilidades e desafios interpretativos (séculos XIX e XX)

    2021-02-05

    https://revista.anphlac.org

     

     

    Convocatória para o Dossiê: “História e Gênero na América Latina: problemas, possibilidades e desafios interpretativos (séculos XIX e XX)”

    Organizadoras:  Júlia Glaciela da Silva Oliveira (Instituto Federal do Paraná/IFPR) e Valeria Silvina Pita (Instituto de Investigaciones en Estudios de Género/Universidad de Buenos Aires/UBA).

    Prazo para submissão:  31 de agosto de 2021.

     

    Nas últimas décadas, na América Latina, a história com perspectiva de gênero se converteu em um campo frutífero de pesquisa, produzindo interessantes e inovadoras interpretações do passado. O conceito de gênero tem permitido estabelecer conexões entre problemas e visões historiográficas, dissuadindo  a rigidez e as hierarquias conceituais e possibilitando a construção de novos sentidos históricos ao entrecruzar gênero às questões de raça, de identidades sexuais, de classe e de etnia em diferentes épocas e períodos. Assim, os estudos históricos com perspectiva de gênero têm colaborado para renovar as visões sobre uma diversidade de problemas da História Política, da História Cultural, da História Social, entre outras, consolidando  novos horizontes historiográficos, onde o global, a história conectada, o transnacional e a reflexão metodológica ocupam um espaço importante.

    Deste modo, neste Dossiê, visamos reunir pesquisas historiográficas localizadas em diferentes regiões da América Latina e do Caribe que tenham o conceito de gênero como dimensão central de interpretação do passado, com atenção especial ao período que se estende entre o século XIX e o XXI. Serão aceitos artigos com pesquisas empíricas que analisem problemas históricos a partir de abordagens interseccionais, que permitam compreender, historicamente, como se enraízam as identidades e as desigualdades sociais, étnicas, raciais, sexuais, de classe, de regionalidade ou nacionalidade. Pretendemos, ainda, contemplar artigos que abordem a conexão de agendas de investigação vinculadas a universidades e centros de pesquisa latino-americanos, bem como questões e inquietações derivadas das agendas contemporâneas de movimentos sociais de mulheres, ativismos feministas, coletivos anti-racistas e LGBTQI+. Serão contempladas as pesquisas sobre o Brasil que o abordem em perspectiva transacional, comparada ou conectada com demais realidades latino-americanas.

     

     

    Convocatoria de Dossier: “Historia y Género en América Latina: problemas, posibilidades y desafíos interpretativos (siglos XIX y XX)”

     

    Organizadoras:  Júlia Glaciela da Silva Oliveira (Instituto Federal do Paraná/IFPR) e Valeria Silvina Pita (Instituto de Investigaciones en Estudios de Género/Universidad de Buenos Aires/UBA).

    Plazo para envío:  31 de agosto de 2021.

     

    En las últimas décadas, en América Latina, la historia en perspectiva de género se ha convertido en un campo fructífero de investigación que ha arrojado interesantes y renovadas interpretaciones sobre el pasado. El género ha permitido entablar conexiones entre problemas y miradas historiográficas y ha disuadido rigideces y jerarquías conceptuales, formando sentidos históricos entrecruzan al género, la raza, las identidades sexuales, la clase, la etnia, etc. en diferentes épocas y períodos. A su vez, los estudios históricos en perspectiva de género han colaborado en renovar las miradas sobre una variedad de problemas historiográficos que forman parte de las agendas de investigación latinoamericanas, y que entrecruzan problemas de historia política, historia cultural, historia social, entre otras, consolidando también nuevos horizontes historiográficos, donde lo global, la historia conectada, lo transaccional y la reflexión metodológica tienen un sitio de peso.

    Así, en este dossier, se busca reunir  investigaciones históricas situadas en distintas regiones de América Latina que tomen al género como una dimensión central de su interpelación al pasado con particular atención al período que se extiende desde el siglo  XIX hasta el XX. Serán bienvenidos artículos de investigación empírica que examinen diversos problemas históricos desde enfoques interseccionales, que permitan comprender históricamente como las identidades y las desigualdades sociales se enraizan en el género, la raza, la etnia, la sexualidad, la clase, la religión y la nacionalidad.  Es nuestra intención asimismo contener producciones que permitan conectar diversas agendas de investigación vinculadas tanto a las universidades y centros de investigación latinoamericanos como también preguntas y preocupaciones derivadas de las agendas contemporáneas de los movimientos sociales de mujeres, activismos feministas, colectivas antiracistas y LGTBQI+. Se contemplarán para la publicación de investigaciones sobre Brasil que estas contengan una perspectiva transnacional, comparada o conectada a otras experiencias y agendas latinoamericanas.

     

    Call for papers: “History and Gender in Latin America: problems, possibilities and interpretive challenges (19th and 20th centuries)”

     

    Organizadoras:  Júlia Glaciela da Silva Oliveira (Instituto Federal do Paraná/IFPR) e Valeria Silvina Pita (Instituto de Investigaciones en Estudios de Género/Universidad de Buenos Aires/UBA).

     

    Deadline: August 31, 2021.

     

    In recent decades, in Latin America, history with a gender perspective has become a fruitful field of research, producing interesting and innovative interpretations of the past. The concept of gender has allowed to establish limits between problems and historiographical views, deterring rigidity and conceptual hierarchies and enabling the construction of new historical meanings by crossing gender to issues of race, sexual identities, class and ethnicity at different times and periods.Thus, historical studies with a gender perspective have collaborated to renew views on a diversity of problems in Political History, Cultural History, Social History, among others, consolidating new historiographic horizons, where the global, the connected history, the transnational and methodological reflection occupy an important space.

     

    Thus, in this Dossier, we aim to bring together historiographical research located in different regions of Latin America and the Caribbean that have the concept of gender as a central dimension of interpreting the past, with special attention to the period between the 19th and the 21st century. Articles with empirical research that analyze historical problems from intersectional approaches will be accepted, allowing us to understand, historically, how social, ethnic, racial, sexual, class, regional or national identity and inequality are rooted. We also intend to contemplate articles that address the connection of research agendas linked to Latin American universities and research centers, as well as issues and concerns derived from contemporary agendas of women's social movements, feminist activisms, anti-racist collectives and LGBTQI +. Research on Brazil that addresses it in a transactional perspective, compared or connected with other Latin American realities will be contemplated.

    Saiba mais sobre História e Gênero na América Latina: problemas, possibilidades e desafios interpretativos (séculos XIX e XX)
  • Convocatória para dossiê: “Intelectuais e resistências ao autoritarismo na América Latina”

    2020-08-14

    Organizadores: Carolina Amaral de Aguiar (Universidade Estadual de Londrina, UEL) e Fernando Camacho Padilla (Universidad Autónoma de Madrid, UAM)

    O avanço do autoritarismo nas primeiras duas décadas do século XXI, particularmente em países da América Latina, mantém o tema da resistência nos radares acadêmicos. Nos diferentes momentos em que a América Latina foi palco de governos autoritários e/ou de ditaduras, intelectuais, artistas, escritores e cineastas, como produtores de formas de interpretar a realidade, analisaram as transformações enfrentadas pelo mundo na tentativa de compreendê-las e expressar oposição. Como descreveu o poema de Carlos Drummond de Andrade, transborda nesses contextos, apesar do autoritarismo, a sensação de que uma flor “furou o asfalto, o tédio, o asco e o ódio”.

    Nos debates teóricos, a noção de “resistência” ganhou força a partir das reflexões realizadas no pós-Segunda Guerra sobre a construção de identidades positivas mitificadas, como no caso francês, ou sobre as possibilidades de resistir a estados totalitários, como no caso alemão. Nos anos 1990, essa noção se ampliou para além do recurso às armas, passando a abranger também ações civis diversas, sejam elas humanitárias, intelectuais, artísticas, diplomáticas, entre muitas outras. Do debate alemão, permaneceu a possibilidade de entender a resistência como negativa, oposição e dissidência, mas também como parte de uma zona cinzenta de ações que envolvem a relação entre o indivíduo e o Estado autoritário. Nas últimas décadas, pesquisadores como François Bédarida, Denise Rollemberg e Marcos Napolitano destacam os desafios que a resistência, como categoria analítica, impõe à compreensão de contextos históricos específicos, uma vez que costuma apagar diferenças ideológicas e políticas agrupadas sob um mesmo termo. Além disso, é necessário considerar que o termo ganhou amplitude geográfica e passou a ser empregado para se referir a processos históricos fora da Europa, inclusive aqueles ocorridos na América Latina.   

    Diante dessas considerações, este dossiê busca reunir artigos que dialoguem com a noção de resistência entendida como oposição ao autoritarismo. Pretende-se, a partir de casos específicos, analisar as formas de resistir, os discursos sociais, políticos e culturais que aparecem nas mais diferentes fontes históricas. O marco temporal, por sua vez, valoriza a compreensão da resistência e do autoritarismo como categorias de longa duração, que foram utilizadas nos diferentes contextos históricos em que a democracia esteve em jogo na América Latina. Assim, convidamos pesquisadores a apresentarem artigos que abarquem uma temporalidade que vai dos debates antifascistas dos anos 1930, situados num momento de construção mundial da categoria analítica em questão, até as ditaduras e as aberturas democráticas dos anos 1960 aos 1980, quando se produz uma recomposição dos diversos grupos que se opunham aos governos autoritários e uma reconfiguração do campo da “resistência”. Serão aceitos para a avaliação artigos que se dediquem a refletir sobre um ou mais países latino-americanos, que conectem a América Latina com outros continentes e que abordem o contexto brasileiro desde que a partir de uma perspectiva comparada ou conectada a outro país latino-americano.     

     

    Data limite: 31/01/2021

    Saiba mais sobre Convocatória para dossiê: “Intelectuais e resistências ao autoritarismo na América Latina”
  • Chamada próximo Dossiê / Convocatoria próximo Dossier

    2015-03-01

    ATENÇÃO: o prazo de envio de artigos para o Dossiê Exílio e Mercado Editorial na América Latina foi prorrogado até o dia 23 de agosto de 2015.

     

    Dossiê: Exílio e Mercado Editorial na América Latina

    Coordenadores: Gabriela Pellegrino Soares (USP) e Mateus Fávaro Reis (UFOP)


    Dossier: Exilio y Mercado Editorial en América Latina

    Coordinadores: Gabriela Pellegrino Soares (USP) e Mateus Fávaro Reis (UFOP)

    Saiba mais sobre Chamada próximo Dossiê / Convocatoria próximo Dossier